O nosso país está tendo a oportunidade de passar a limpo a si mesmo, sua história política contemporânea, sua relação com o que é público, mas principalmente, sua relação com sua própria conduta.

sem-tituloO processo é longo, lento e na grande maioria das vezes, bastante traumático, mas, antes de tudo, necessário.

Imprescindível a aplicação do escorreito remédio para a causa da doença, mas, sabemos verdadeiramente a que doença nos referimos e qual sua causa?

Por certo, já nos apercebemos que a doença incrustada em nossas estranhas tupiniquins é a corrupção, mas, temos certeza de sua causa?

Sem a menor sombra de dúvidas estamos aprendendo, duras penas, que a causa é nossa própria conduta. A corrupção nasce dentro de nossas casas, em pequenos gestos e atitudes que disseminam-se no cotidiano e vão se perpetuando na sociedade até tornarem-se costumes.

De certo, o mesmo ocorre em nossos condomínios, onde alguns se furtam a saber dos problemas porque preferem pagar para não ter aborrecimentos, enquanto outros se desdobram para atender as necessidades do condomínio, como os síndicos e conselheiros.

Um projeto de lei pretende trazer à lume dez medidas anticorrupção, mas o nosso ordenamento jurídico, a nossa Constituição já preconizou os princípios desde 1988 quando promulgada, vide artigo 37, os princípios da administração pública, aquele que forma o anagrama “LIMPE”, quais sejam os princípios: “LEGALIDADE, IMPESSOALIDADE, MORALIDADE, PUBLICIDADE E EFICIÊNCIA”.

Caso pretendamos verdadeira mudança em nosso país, ela deve partir de cada um de nós. Os princípios norteadores já existem, devemos todos executar a GESTÃO LEGAL.